terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fazendo o ninho 2

...e pouco a pouco a gente vai se adaptando, se ajeitando, se acostumando às novas idéias e ao futuro. Tem vez que isso é difícil, mas pra mim, pelo menos, a fase mais recente da transformacão da Aninha em mãe tá ótima!
Parece que juntou nela a vontade de saber fazer umas coisas gostosas pra Laurinha, com a vontade de comer algumas coisas que não se encontram pra comprar por aqui. Nessas situacões, fazer o quê ? Exato, fazer você mesmo a comida !
Não vou entrar em detalhes demais, mas há umas duas semanas a coisa comecou com estrogonofe, lasanha de massa, lasanha de berinjela e o mais importante, BOLOS!

Bolo de cenoura

Bolo de macã, passas, canela e nozes

...e a de ontem, torta de mexerica!


Daqui a pouco quem tá com barriga de grávido sou eu!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Perdi as contas

Eis que passamos do 5o mês de gestacão e tudo segue às mil maravilhas. Eu como que é uma beleza, Laurinha continua toda exibida, se mexe bastante e ainda reclama quando eu fico em certas posicões (ela não gosta se eu me agacho ou deito virada pro lado direito).
No comeco da gestacão eu ainda tinha uma lista bonitinha de todas as roupinhas que tinha, quantas mais ou menos de cada iria precisar e os tamanhos devidamente listados. Toda essa organizacão foi por água abaixo, já ganhamos muitas coisas que nos falta espaco pra guardar, tem roupas espalhadas pelas minhas gavetas, no guarda-roupas e em sacolas avulsas pelo quarto. Queremos comecar logo a arrumacão do quarto da Laura, mas ainda falta consertar as tomadas, pintar, comprar o trocador e aí sim termos uma idéia do espaco que teremos pra decorar.
Esses dias eu estava passeando por uma loja de bebê e me dei conta que até hoje eu ainda não tinha comprado nenhum laço de fita pros cabelos da Laura. Que vergonha, como assim? Vamos ter nossa menininha e ainda não providenciamos o laço? Já resolvi essa falha. Aproveitei e já providenciei também um macacão pro inverno, junto com as luvas. Precisam ver o tamanhão! Não vou colocar as fotos aqui, fica a surpresa pra quando a Laurinha for usar.
Queria agradecer também os presentes que temos recebido, um mais lindo que o outro, agora tudo com cara de menininha. Obrigada à Ana Sofia, Cristiane, nossa querida dentista Carol, à Daniela que mandou também as pílulas do Frei Galvão, à Mariana, Eulice, Kristiina, à minha irmã e a Renata que têm aumentado bastante o servico da alfândega na inspecão de correspondência. *risos
Tirei foto de algumas coisinhas, não tudo. Mais uma vez obrigada pelo carinho, mal podemos esperar pra postar as fotos das roupinhas recheadas com nossa filhinha.

 Blusinha rosa da Ana Sofia
 Macacão chiquérrimo presente da Cris
Uma das caixas que deu dor de cabeca pra alfândega

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mudanca de guarda-roupa

Ontem eu tomei coragem e separei todas as roupas que não devo usar nos próximos (muitos) meses. Roupas que não cabem a barriga, roupas de verão, sapatos e afins. Arrumei bonitinho as minhas roupas novas de grávida nas gavetas, são tão pouquinhas! Com isso, eu perdi mais uma gaveta e enchi com as roupinhas da Laura que estavam formando várias pilhas pela casa.
Enquanto eu arrumava tudo, agachava, levantava e fiquei um certo tempo agachada arrumando a última gaveta. A Laurinha se incomodou com a posicão, se mexeu toda em protesto, nada de ficar apertando a casinha dela. É engracado, desse "tamanhão" e já reclamando.
E pra quem ainda não tinha visto, segue a foto:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Preparando pra ser pai

Eu sei que normalmente blog de gravidez é voltado pro bebê e pra mãe, mas resolvi fazer um momento paterno aqui, já que recebi esse texto do meu pai. Achei muito legal, e ficou mais especial porque veio escolhido pelo meu pai pra mim, porque estou me tornando pai também em um momento em que estou longe dele, então vou passar pra frente pra que outros pais e futuros pais também possam ler. É comprido, mas bem bacana.


Pois eu não tinha intencão alguma de escrever sobre o dia dos pais... (por Rubem Alves)

(...) Mas, de repente, passando os olhos num livro que uma amiga me enviou, encontrei a seguinte afirmação: “Tomar uma decisão de ter um filho é algo que irá mudar sua vida inteira de forma inexorável. Dali para frente, para sempre, o seu coração caminhará por caminhos fora do seu corpo.“

Aí as idéias puseram a se movimentar por conta própria. Pensei na minha condição de pai. É verdade: pai é alguém que, por causa de um filho, tem sua vida inteira mudada de forma inexorável. Isso não é verdadeiro do pai biológico. É fácil demais ser pai biológico. Pai biológico não precisa ter alma. Um pai biológico se faz num momento. Mas há um pai que é um ser da eternidade: aquele cujo coração caminha por caminhos fora do seu corpo. Pulsa, secretamente, no corpo do seu filho (muito embora o filho não saiba disto).

Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de pai, diante dos meus filhos adormecidos. Veio-me à mente a imagem de um “ninho“. Bachelard, o pensador mais sensível que conheço, amava os ninhos e escreveu sobre eles. Imaginou que, “para o pássaro, o ninho é indiscutivelmente uma cálida e doce morada. É uma casa de vida: continua a envolver o pássaro que sai do ovo. Para este, o ninho é uma penugem externa antes que a pele nua encontre sua penugem corporal.“ Era isso que eu queria ser. Eu queria ser ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...

Que felicidade enche o coração de um pai quando o filho que ele tem no colo se abandona e adormece! Adormecida, a criança está dizendo: “tudo está bem; não é preciso ter medo“. Deitada adormecida nos braços-ninho do seu pai ela aprende que o universo é um ninho! Não importa que não seja! Não importa que os ninhos estejam todos destinados ao abandono e ao esquecimento! A alma não se alimenta de verdades. Ela se alimenta de fantasias. O ninho é uma fantasia eterna. Jung deveria tê-lo incluído entre os seus arquétipos! “O ninho leva-nos de volta à infância, a uma infância!“ (Bachelard). Aquela cena, a criança adormecida nos braços do pai, nos reconduz à cena de uma criancinha adormecida na estrebaria de Belém! Tudo é paz! Desejaríamos que ela, a cena, não terminasse nunca! Que fosse eterna!

É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de uma criança. É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de um pai. O efêmero e o eterno abraçados num único momento! “Conter o infinito na palma da sua mão e a eternidade em uma hora“: o pai que tem o seu filho adormecido nos seus braços é um poeta! Essas palavras do poeta William Blake bem que poderiam ser suas. Um homem que guarda memórias de ninho na sua alma tem de ser um homem bom. Uma criança que guarda memórias de um ninho em sua alma tem de ser calma!

Mas logo o pequeno pássaro começará a ensaiar seus vôos incertos. Agora não serão mais os braços do pai, arredondados num abraço, que irão definir o espaço do ninho. Os braços do pai terão de se abrir para que o ninho fique maior. E serão os olhos do pai, no espaço que seus braços já não podem conter, que irão marcar os limites do ninho. A criança se sente segura se, de longe, ela vê que os olhos do seu pai a protegem. Olhos também são colos. Olhos também são ninhos. “Não tenha medo. Estou aqui! Estou vendo você“: é isso o que eles dizem, os olhos do pai.

O que a criança deseja não é liberdade. O que ela deseja é excursionar, explorar o espaço desconhecido – desde que seja fácil voltar. Tela de Van Gogh. É um jardim. No lado direito do jardim, mãe e criança que acabam de chegar. Ao lado esquerdo o pai, jardineiro, agachado com os braços estendidos na direção do filho. É preciso que o pai esconda o seu tamanho, que ele esteja agachado para que seus olhos e os olhos do seu filho se contemplem no mesmo nível. A cena é como um acorde suspenso, que pede uma resolução. É certo que o filho largará a mão da mãe e virá correndo para o pai... E a fantasia pinta a cena final de felicidade que o pintor não pode pintar: o pai pegando o filho no colo, os dois rindo de felicidade...

O tempo passa. Os pássaros tímidos aprendem a voar sem medo. Já não necessitam do olhar tranquilizador do pai. É a adolescência. Ser pai de um adolescente nada tem a ver com ser pai de uma criança. Pobre do pai que continua a estender os braços para o filho adolescente, como na tela de Van Gogh! Seus braços ficarão vazios. Como se envergonharia um adolescente se seu pai fizesse isso, na presença dos seus companheiros! É o horror de que os pássaros companheiros de vôo o vejam como um pássaro que gosta de ninho! Adolescente não quer ninho. Adolescente quer asas. Os ninhos, agora, só servem como pontos de partida para vôos em todas as direções. Liberdade, voar, voar... A volta ao ninho é o momento que não se deseja. Porque a vida não está no ninho, está no vôo. Os ninhos se transformam em gaiolas. Se eles procuram os olhos dos pais não é para se certificar de que estão sendo vistos mas para se certificar de que não estão sendo vistos! Aos pais só resta contemplar, impotentes, o vôo dos filhos, sabendo que eles mesmos não podem ir. Nos espaços por onde seus filhos voam os ninhos são proibidos. Mas eles terão de voltar ao ninho, mesmo contra a vontade. E o pai se tranquiliza e pode finalmente dormir ao ouvir, de madrugada, o barulho da chave na porta: “Ele voltou...“

Mas chega o momento quando os filhos partem para não mais voltar.

Através da minha janela vejo um ninho que rolinhas construíram nas folhas de uma palmeira. A pombinha está chocando seus ovos. Vejo sua cabecinha aparecendo fora do ninho. Mas numa outra folha da mesma palmeira há um outro ninho, abandonado. Esse é o destino dos ninhos, de todos os ninhos: o abandono.

Gibran Khalil Gibran escreveu, no seu livro O Profeta, um texto dedicado aos filhos. Não sei de cor suas precisas palavras. Mas vou tentar reconstrui-las. É aos pais que ele se dirige. “Vossos filhos não são vossos filhos. Vossos filhos são flechas. Vós sois o arco que dispara a flecha. Disparadas as flechas elas voam para longe do arco. E o arco fica só.“

Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.

Assim é na natureza. Assim é com os bichos. Deveria ser conosco também. Mas não é. Quem é pai tem o coração fora de lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha, clandestino, no corpo do filho. Dito pela Adélia: “Pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.“ Dito pelo Vinícius, escrevendo ao filho: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua...“

Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora.
Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira...
Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo...

domingo, 4 de setembro de 2011

Atualizacão da Semana

Olá!
Agradecimento especial esta semana aos primos Cacá, Flávia e Elisa pelo carinho e pelo andador,  ainda mais depois da epopéia que vocês disseram que foi até que ele chegasse aqui. Quando recebemos o aviso do correio, fomos buscar pensando que fossem uns livros que a Aninha comprou, e chegando lá era aquele pacotão! Adoramos, e temos certeza que a Laurinha vai adorar também ! Obrigado!! :-D


No lado dos acompanhamentos e novidades, esta semana teve o ultrasom morfológico, que aqui fazem entre as semanas 18 e 20, e o nosso caiu na 19. Foi muito bom ver a parteira medindo tudo e dizendo que estava tudo ótimo. Confirmou de novo que é uma Laurinha (ufff...e fazer o quê com esse monte de coisa rosa se não fosse?), mediu e re-mediu a cabeca e o coracão umas 10 vezes, pra ter certeza de que está tudo perfeito, e conferiu todos os órgãos, pra ver se tinham algum sinal de alteracão e como andavam os que já funcionam (estômago e rins, por exemplo). Resultado: tudo 100%! Este é o último ultrasom pelo SUS, exceto durante o parto, que ficam monitorando. Daqui pra frente, se quisermos ver a Laurinha dar tchauzinho pra câmera, só na clínica particular. Como ela vai ficando muito grande pra aparecer inteira na tela, as fotos já não são mais tão legais, mas saiu uma engracada, com um pé bem na frente.


E no momento "dinheiro na mão é vendaval", a Laurinha agora tem uma mistura de moisés, bebê-conforto e bercinho que usam por aqui, chamado Bounce'n'Sleep. A Aninha viu isso numa loja e ficou doida com o negócio, mas era muito caro. Aí procuramos no bom e velho Den Blå Avis, que são uns classificados online, e que foi onde encontramos o berco. Tinha lá um casal vendendo um desses, porque ganharam mas já tinham outro. Preco: 70% do preco na loja, tudo ainda fechado na caixa e no plástico. Resultado: aproveitamos que no primeiro domingo do mês só se paga a taxa mínima do trem pra ir a qualquer lugar, e nos mandamos pra um tal de Fredensborg, entre Hillerød e Helsingør (um ônibus e 2 trens pra chegar lá), e voltamos trazendo o negócio! É um tipo de bercinho leve, feito de tecido e uma armacão de alumínio, que serve como moisés, pra carregar fácil pra qqer lugar da casa e pra botar no nosso quarto enquanto ela for muito pequena ainda, e daí completa com uma cadeirinha tipo bebê-conforto que pode tanto ser encaixada dentro do bercinho, quanto pode-se puxar uma base que ela tem embaixo, e o bebê fica sentado balancando. Grande sacada com economia de espaco e peso! E como não podia faltar, eis as fotos da trapizonga:

 
 

Dureza agora é a vontade de ver ela logo ali dentro. E bora tomar coragem pra desmontar e guardar!
Boa semana pra vocês !

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Saindo da rotina

Recebemos a visita dos avós maternos na última semana. Chegaram dia 19 e voltaram hoje pro Brasil.
O período foi uma delícia, a Laurinha toda exibida resolveu crescer bastante essa semana: meus pais chegaram e eu só tinha uma barriguinha, hoje eles foram embora e estou de barrigão.
Vô e vó voltam em janeiro, talvez a prima e a tia venham também. Enquanto isso a gente fica na saudade e já contando os dias pra todo mundo chegar logo: avós, avôs, tios, tias, primos, primas e, é claro, a Laurinha.
O Leo, a Laurinha e eu agradecemos a visita. Foi ótimo. Muito obrigada também pelos presentes e a paciência de ter que parar a cada duas horas pra que eu pudesse comer. Não sou eu que tenho tanta fome, é a Laurinha.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Será esse o futuro do Nico nas mãos da Laurinha?


 ... ou esse ?