Hoje a Laurinha completou 6 meses. Como passou depressa! Há tão pouco tempo atrás ela ainda era um bebezinho que mal enxergava e nem nos reconhecia. Agora já é praticamente uma miniatura de menininha, com coisas que gosta ou não gosta, sorrisos e caretas pra gente e se desenvolvendo mais a cada dia.
Ela há uns tempos mal sentava no cercadinho. Hoje, tive que resgatar ela do chão, com a cara enfiada no tapete, porque já aprendeu a sair dele.
Comemoramos o meio-aniversário dela e o dia com sol e 25 graus no Torvehallerne, um mercado novo que abriram aqui há coisa de um ano. Como a Aninha tinha aula, ela saiu mais cedo de casa, e eu fui levando a Laurinha de ônibus.
E chegando lá, nos encontramos.
Passeamos bastante, pra aproveitar que um dos poucos dias no ano com tempo bom foi logo no dia dos 6 meses da Laurinha.
Caso alguém esteja imaginando como é que eu saio assim no meio de um dia de semana com ela, é porque estou em licenca-paternidade. Aqui tem disso. Quando o bebê nasce, o pai tem 2 semanas e a mãe 14, e os dois juntos têm mais 38 pra dividir como bem resolverem. Como eu entreguei minha tese dia 2 e a Ana voltou a ter aulas, quem está em casa com a Laurinha sou eu. No mês que vem ela já comeca na escolinha (na verdade, uma mistura de creche e bercário, já que ela é tão novinha), então estou aproveitando o máximo que posso meu tempo com ela.
No início, foi meio difícil. Eu já divido com a Ana os cuidados com a Laurinha desde que ela nasceu, mas é sempre um conforto a mais ter o outro ali, pronto pra te substituir quando você não der conta. De repente, fiquei só eu e aquele medo dela disparar a chorar e eu não conseguir fazer parar. Mas com os dias, a linguagem corporal vai se adaptando, e eu aprendi que não preciso aprender a me encaixar na rotina da Ana com a Laurinha, desde que eu estruture minha própria rotina com ela. Claro que as atividades e horários aproximados são os mesmos, mas fazendo meu próprio plano, eu sei que estou no controle, e essa seguranca passa pra Laurinha, que também fica mais tranquila.
Com isso, descobri também o poder do canguru, que aqui se chama baby björn. Se a coisa apertar e ela estiver ficando nervosa, taca-se a crianca naquele negócio e simbora passear. Em 15 minutos ela dorme. Às vezes, em 5. E quando não dorme, fica bem mais contente, olhando o mundo em volta. Assim, dá pra fazer compras ou sair andando pelo bairro às 7 da manhã quando a pessoinha já está toda saltitante e a mãe precisa de mais uma ou duas horas de sono.
Com certeza esse período que eu estou em casa nos aproximou bem mais. Não sei como são bebês de 6 meses com os pais, mas tenho a impressão que ela ficou bem ligada a mim, e não só à mãe, que eu acho que seria o normal. Isso me deixa muito feliz, e vai ser bem chato voltar ao trabalho semana que vem, e ainda mais complicado quando ela comecar a passar o dia na escolinha. Mas é a vida, e o negócio é aproveitar enquanto ainda estamos os dois em casa.

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